Colaboração de Livânia detalha repasses em espécie para Ricardo, compra de apoio político e uso da Saúde como “cabide de emprego”

Em 11 páginas o detalhado esquema de desvio de recursos públicos, comandado segundo o MPPB pelo ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), mostra as entranhas de uma Organização Criminosa que não media esforços para comprar apoio político de várias legendas, independente da ideologia ou cor partidária. Tudo parecia se resumir a ampliar o poder do “mago” (apelido do ex-governador).

A Granja Santana, residência oficial do governo, conforme a ex-secretária e braço financeiro da Orcrim, Livânia Farias, foi usada para guardar a propina (pelo menos R$ 4 milhões) que ela própria entregava, reforçando informação da ex-primeira-dama, Pâmela Bório, que disse ter encontrado caixas de dinheiro na residência do casal.

“Em sua colaboração disse: “QUE antes do ano de 2014 realizou um pagamento de R$950.000,00 em dinheiro a RICARDO COUTINHO na Granja Santana; QUE o dinheiro repassado teve origem da empresa GRAFSET e de outro montante que estava numa caixa e foi juntado de LAURA e LEANDRO; QUE depois foi sozinha pós 2014 e foram realizados até 2018; QUE vai falar das vezes que foi; QUE foi uma vez com LEANDRO nessa, dos R$950.000,00 (novecentos e cinqüenta mil); QUE depois foi sozinha deixar R$800.000,00 (oitocentos mil); QUE depois foi sozinha deixar R$1.000.000,00 (um milhão); QUE os R$800.000,00 (oitocentos mil) foram deixados em 2018 e teve origem a LIGA PELA PAZ; QUE o valor de R$1.000.000,00 (um milhão) também teve origem da LIGA PELA PAZ e foi pago em 2018; QUE os demais foram em 2017, 2016 e 2015 que foram R$500.000,00 (quinhentos mil) com LAURA em 2015, R$450.000,00 (quatrocentos e cinqüenta mil reais) com LEANDRO e R$300.000,00 (trezentos mil reais) também com LEANDRO; QUE o total das entregas foi de R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais); QUE o primeiro pagamento, segundo RICARDO COUTINHO, serviria para pagar a política pois estava sendo sufocado pelos deputados”.

Livânia falou ainda sobre o apoio de grandes empreiteiras como a Via Engenharia e outros empresários ao esquema.

Lotep

O acordo de colaboração trata ainda do envolvimento de Coriolando Coutinho (irmão do ex-governador com a Lotep. “Sobre BILHETE e BILHETINHO da LOTEP

Em seu depoimento disse: “QUE BILHETE BILHETINHO da LOTEP; QUE não sabe se é da LOTEP; QUE conversou com DANIEL e o mesmo disse que esteve com CORIOLANDO COUTINHO e já havia resolvido a situação; QUE indagou DANIEL sobre que situação, perguntando-lhe se teve algum problema do mesmo com CORIOLANDO COUTINHO; QUE DANIEL disse que quando a CRUZ VERMELHA quando chega ela presta um serviço de utilidade pública, cestas básicas, essas coisas; QUE tem um negócio chamado “BILHETÃO” que um percentual é obrigatório encaminhar para uma instituição; QUE essa empresa estava mandando para a CV paraibana; QUE estava mandando dinheiro, pois manda um percentual do que vende para uma instituição de caridade; QUE DANIEL recebeu um telefonema de CORIOLANDO COUTINHO dizendo que queria conversar; QUE CORIOLANDO COUTINHO não queria que essa pessoa que estava lá ficasse e sim a que ele indicou; QUE DANIEL para não tirar a pessoa de uma vez deixou a pessoa ainda um mês ou dois e ficou fazendo com a pessoa que CORIOLANDO COUTINHO indicou; QUE não sabe qual o interesse de CORIOLANDO COUTINHO; QUE o dinheiro entrava na CV e comprava cesta básica, fazia feijoada, sendo gasto lá mesmo QUE é um percentual que pela lei tem que ser dado; QUE dá para APAE; QUE não sabe o valor recebido pela CV”.

Leia o conteúdo na íntegra:

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TERMO DE TRANSCRIÇÃO DE COLABORAÇÃO – ANEXO 25 – FL7

O presente documento tem por principal escopo a transcrição da colaboração da senhora LIVÂNIA MARIA DA SILVA FARIAS, portadora do CPF no 602.413.064-34, o qual foi realizado em 16/04/2019.

1. Propina recebida por RICARDO COUTINHO na GRANJA SANTANA;

Em sua colaboração disse: “QUE antes do ano de 2014 realizou um pagamento de R$950.000,00 em dinheiro a RICARDO COUTINHO na Granja Santana; QUE o dinheiro repassado teve origem da empresa GRAFSET e de outro montante que estava numa caixa e foi juntado de LAURA e LEANDRO; QUE depois foi sozinha pós 2014 e foram realizados até 2018; QUE vai falar das vezes que foi; QUE foi uma vez com LEANDRO nessa, dos R$950.000,00 (novecentos e cinqüenta mil); QUE depois foi sozinha deixar R$800.000,00 (oitocentos mil); QUE depois foi sozinha deixar R$1.000.000,00 (um milhão); QUE os R$800.000,00 (oitocentos mil) foram deixados em 2018 e teve origem a LIGA PELA PAZ; QUE o valor de R$1.000.000,00 (um milhão) também teve origem da LIGA PELA PAZ e foi pago em 2018; QUE os demais foram em 2017, 2016 e 2015 que foram R$500.000,00 (quinhentos mil) com LAURA em 2015, R$450.000,00 (quatrocentos e cinqüenta mil reais) com LEANDRO e R$300.000,00 (trezentos mil reais) também com LEANDRO; QUE o total das entregas foi de R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais); QUE o primeiro pagamento, segundo RICARDO COUTINHO, serviria para pagar a política pois estava sendo sufocado pelos deputados; QUE RICARDO COUTINHO não solicitou o dinheiro; QUE avisou a

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RICARDO COUTINHO que estava com o dinheiro e não tinha onde colocar e precisava entregar o mesmo; QUE os outros valores também não foram solicitados por RICARDO COUTINHO; QUE RICARDO COUTINHO mandava colocar o dinheiro num local e não falava nada; QUE o dinheiro era colocado num local dentro da granja, no espaço que se encontravam(estavam); QUE só dizia a RICARDO COUTINHO o valor e de onde era; QUE RICARDO COUTINHO não acrescentava nada; QUE em nenhum momento RICARDO COUTINHO entregou dinheiro para o pagamento de qualquer coisa, apenas recebeu.

2. Participação da empresa QUALITY na organização criminosa;

Em seu depoimento disse: “QUE o contrato da QUALITY data 2012/2013; QUE antes de 2014 foi pedir dinheiro para campanha; QUE final de 2013 foi pedir dinheiro a ele para campanha e o mesmo disse que não tinha costume de fazer isso e não iria fazer, pois era muito complicado; QUE em 2014 esteve com ele em São Paulo e conversou com ele para saber o que seria feito para ajudar na campanha, se ele poderia dar pelo menos os carros que precisariam locar; QUE ele disse que não tinha como dar carro porque o carro estaria no nome da empresa dele e na campanha mesmo podendo doar, mas ele tinha contrato e não queria fazer isso; QUE em 2015 ele veio falar e disse que passaria um valor de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) por mês para ajudar na campanha; QUE disse a ele que não precisava mais e que o mesmo juntasse dinheiro para que fosse entregue no período da campanha; QUE em 2012 ele ajudou; QUE ele só trouxe R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) pra cá; QUE era recebido o dinheiro em Brasília por fornecedores.

3. Participação da empresa VIA ENGENHARIA na organização criminosa;

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Em seu depoimento disse: “QUE a VIA ENGENHARIA foi com IVAN BUTIRY para recebimento e também foi na sede da empresa em Brasília conversar com NOLLI no período da campanha de 2012, 2014, 2016 e só não foi em 2018; QUE NOLLI era a ligação/operador da VIA ENGENHARIA; QUE era com NOLLI que conversava para saber como seriam os pagamentos; QUE havia um acerto, dito por NOLLI, que tudo que se pagasse ao consórcio, pois era um consórcio da QUEIROZ GALVÃO, VIA e MARQUISE seria 3%; QUE quem pagava era a VIA e IVAN que pegava; QUE uma vez foi com LEANDRO em Brasília e recebeu o dinheiro; QUE ficaram num hotel em Brasília e distribuiu para os fornecedores

4. SobreaempresaABBC

Em seu depoimento disse: “QUE não havia acerto de propina com a empresa ABBC como havia com a Cruz Vermelha mas houve um pedido nas eleições de 2014; QUE foi a São Paulo conversar com um representante de nome EDSON; QUE ligou para EDSON e o mesmo disse que estava no exterior; QUE teve uma discussão com EDSON pois o mesmo estava no exterior em plena campanha eleitoral; QUE EDSON mandou uma pessoa e disse a ela que estava precisando de um valor para pagar o avião; QUE isso foi em agosto; QUE ficou determinado que ele entregaria R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) de entrada para o locador do avião e depois ele entregaria mais R$50.000,00 (cinqüenta mil reais);

5. Envolvimento de FRANCISCO FERREIRA com a ABBC, CRUZ VERMELHA e WALDSON;

Em seu depoimento disse: “QUE FRANCISCO FERREIRA é amigo de muitos anos de WALDSON. QUE FRANCISCO FERREIRA era sócio de SAULO FERNANDES que era da CRUZ VERMELHA; QUE FRANCISCO FERREIRA e SAULO FERNANDES montaram um escritório no Bessa, vizinho ao cartório Decarlinto; QUE DANIEL dizia que quando vinha tinha

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uma sala no escritório onde fazia os despachos, atendia WALDSON; QUE foi por diversas vezes convidada a ir ao escritório, porém nunca foi; QUE FRANCISCO FERREIRA tinha um relacionamento com SAULO e depois se desentenderam; QUE SAULO foi embora saiu tanto da Cruz Vermelha e desentendeu-se com CHICO FERREIRA; QUE essa era a amizade dele; QUE a questão da ABBC, CHICO FERREIRA foi nomeado interventor da CDRM; QUE a liquidação da CDRM foi feita em 2012 e 2013 e a partir daí CHICO FERREIRA foi nomeado interventor por indicação de GILBERTO com salário determinado de R$18.000,00 (dezoito mil reais); QUE houve um questionamento em 2016 porque ele recebia esse valor maior do que Secretario que é R$17.000,00 (dezessete mil reais); QUE a Secretaria de Finanças perguntou porque ele recebia esse valor; QUE disse haver sido uma determinação; QUE perguntou a GILBERTO o que fazer e o mesmo disse que FRANCISCO FERREIRA fazia todas as ações do governador sem receber nada por isso além de fazer toda a intervenção da CDRM; QUE disse ter que ajustar e baixou para R$10.000,00 (dez mil reais); QUE em 2018 a ABBC precisou de um advogado para resolver os problemas dela no Tribunal de Contas; QUE pediu uma indicação a GILBERTO e o mesmo indicou CHICO FERREIRA; QUE é esse relacionamento que sabe entre CHICO FERREIRA e a ABBC; QUE CHICO FERREIRA foi contratado pela ABBC para resolver as questões judiciais; QUE se reportou várias vezes a FRANCISCO FERREIRA para conseguir contato com a ABBC porque era bem complicado; QUE FRANCISCO FERREIRA atuava nas ações do governador referente a jornalistas, em ações de calúnia, blog, em ações de indenizações.

6. Sobre a BRINK e CLÁUDIA CRISTINA CAMISÃO (CPF: 008575657- 10);

Em seu depoimento disse: “QUE conheceu CLÁUDIA em 2010 quando foi ao Rio de Janeiro na empresa FACILITE; QUE conheceu CLÁUDIA na empresa; QUE depois foi junto com CASSIANO, “DRESLON” e com o representante da empresa ANTÔNIO FERREIRA e outra

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pessoa jantar; QUE depois continuou o contato e tem uma amizade com CLÁUDIA; QUE CLÁUDIA apresentou a ABBC em 2012 ou 2013 como uma OS que ela disse conhecer e foi ela que apresentou EDSON; QUE uns seis meses depois CLÁUDIA brigou com EDSON e não tiveram mais contato; QUE CLÁUDIA tinha contrato com a ABBC mas não tinha mais relacionamento com EDSON; QUE em 2016 CLÁUDIA pediu para ser apresentada a DANIEL para ela fazer a parte de imagem do Hospital de Traumas; QUE DANIEL foi bastante resistente e não queria fazer o contrato com CLÁUDIA, sem dizer om por que; QUE havia uma cobrança para a compra de um tomógrafo para o Hospital e a empresa dela tinha o produto; QUE falou para DANIEL que essa seria a única forma que ele tinha de comprar esse tomógrafo e resolver logo essa questão, tão cobrado que ele era e já estava passando dos limites; QUE DANIEL tinha entrado em 2011 quase seis anos e não comprava um tomógrafo novo; QUE foi comprado o tomógrafo novo e o contrato foi feito entre DANIEL e CLÁUDIA; QUE quando CLÁDIA vinha a João Pessoa tinham contato e jantava, almoçava ou tomava café juntas; QUE só não tinha amizade de CLÁUDIA ir na sua casa; QUE CLÁUDIA veio passar férias com a família em João Pessoa e nesse momento saíram para almoçar em restaurante com os familiares; QUE foi ao casamento de CLÁUDIA em 08 de dezembro de 2018 no Rio de Janeiro; QUE CLÁUDIA entrou na Paraíba pela ABBC e por DRESLON; QUE DRESLON marcou horário quando estava em Brasília, em shopping perto do Hotel Meliá; QUE o encontro seria com o dono da empresa que vendia os tomógrafos de nome ALBERTO; QUE espantou-se quando chegou lá e a pessoa era CLÁUDIA; QUE falou para CLÁUDIA que não precisava de intermediário pois já a conhecia; QUE CLÁUDIA disse que achou melhor trazer o DRESLON para não confundir a amizade; QUE DRESLON é uma pessoa do Rio de Janeiro amigo de CASSIANO; QUE DRESLON traz empresas de outros locais; QUE DRESLON tentou muito entrar na Paraíba mas a conversa com ele não fluía.

7. SobreGEORGIANACRUZ. Página 5 de 11

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Em seu depoimento disse: “QUE GEORGIANA é servidora desde 2011 da Secretaria de Finanças e sempre que encontrava era amiga pra cá, amiga pra acolá…; QUE não precisa qual o ano, mas acredita que está na conversa de 2015, para análise da conta do governador, que acredita ser 2014, pois nunca é a prestação de conta do ano; QUE GEORGIANA chamou para conversar alegando que tinha um recado; QUE marcou um dia e foi desmarcando até que teve a conversa com GEORGINA onde a mesma disse que teria que passar a quantia de R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) pra ela pois tinha uns auditores que estavam querendo dinheiro senão iria dar tudo errado na conta do Governador; QUE segundo GEORGIANA os auditores eram terríveis e que tinha que fazer isso; QUE disse a GEORGIANA que iria conseguir o dinheiro pois não tinha disponibilidade e pediu um tempo; QUE GEORGIANA passou várias mensagens até dizendo que eram uns móveis da Florence e que ela dizia que tinha que ser logo porque as coisas iriam acontecer; QUE depois GEORGIANA disse que as contas seriam julgadas num certo dia e depois ela disse que ficaram pra depois; QUE foram entregues os R$50.000,00 (cinqüenta mil reais) para uma pessoa que ela mandou indicar num prédio na Av. Nego, próximo a lanchonete Bob ́s sendo a responsável pela entrega LAURA; QUE GEORGIANA utilizava a expressão MÓVEIS DA FLORENCE para referir-se aos R$50.000,00 (cinqüenta mil reais); QUE era um código.

8. Sobre NABOR e a EMPASA.

Em seu depoimento disse: “QUE recebeu uma determinação do Governador RICARDO COUTINHO que efetuasse um pagamento de um produto, no ano de 2018, no valor de R$1.000.000,00 (um milhão de reais); QUE o produto compra e vende para outras pessoas; QUE tinha uma empresa que funciona no Distrito Industrial de Mangabeira por trás de uma empresa de Marketing enorme; QUE teve a oportunidade de ir à empresa em 2014 onde recebeu R$120.000,00 (cento e vinte mil reais) para campanha, em 2014; QUE essa empresa ficou de ser pago; QUE a conversa seria entre RICARDO COUTINHO, HUGO e NABOR; QUE HUGO ligou diversas vezes querendo marcar um encontro; QUE NABOR veio

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conversar e foi autorizado o valor de R$500.000,00 (quinhentos mil reais) para ser resolvido e os outros R$500.000,00 (quinhentos mil reais) não sabe dizer se foi pago e o que foi resolvido entre HUGO e NABOR, em 2018; QUE NAPOLEÃO vende um produto na EMPASA e …; QUE foi em 2017; QUE teve um evento de lançamento da assinatura das carteiras da INSAÚDE dos servidores da Educação; QUE houve um evento lá e na oportunidade estava o conselheiro ARTHUR CUNHA LIMA o ele disse que depois queria conversar; QUE o governador RICARDO COUTINHO disse para conversar com ARTHUR CUNHA LIMA ; QUE ARTHUR CUNHA LIMA mandou seu assessor de nome SÉRGIO dizendo que era para comprar o valor do que tinha restante da ata, um valor alto, em nome da empresa de NAPOLEÃO, de Catolé do Rocha; QUE NAPOLEÃO é conhecido de ser muito amigo de NEY SUASSUNA; QUE não receberam percentual e demorou muito para a Secretaria pois a EMPASA não tinha orçamento e precisava ser aprovado orçamento para realizar a compra; QUE o orçamento teria que ser liberado pois estava contigenciado; QUE não sabe precisar qual valor foi feito e se essa operação como foi feita e a quantidade; QUE recebeu essa determinação; QUE chamou JOSÉ TAVARES, presidente da EMPASA à época, e não pediu, informou que era uma determinação onde o mesmo disse que cuidaria disso; QUE fora uma determinação do governador;

9. Sobre Efraim Filho

Em seu depoimento disse: “QUE em 2014, soube através de IVAN BURITY que houve um acordo, para EFRAIM FILHO ficasse com apoio da chapa seria pago um valor de R$2.000.000,00 (dois milhões de reais); QUE IVAN fez um repasse para EFRAIM FILHO de R$1.000.000,00 (um milhão de reais) no dia do acordo; QUE depois repassou juntamente com LEANDRO a quantia de R$250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) que foram entregues no bairro Jardim Luna, em um prédio defronte a um quiosque da empadinha Barnabé; QUE foram pagos R$250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais) referentes ao

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acordo feito com IVAN; QUE os detalhes sobre o restante e o que foi pago a EFRAIM FILHO foram feitos por IVAN; QUE só fez esse repasse de R$250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil reais).

10.Sobre ARTHURZINHO

Em seu depoimento disse: “QUE MARCOS NUNES é o nome do empresário que tinha essa empresa e foi feito o seguinte: era um produto que o valor daria mais de R$12.000.000,00 (doze milhões de reais); QUE seria R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) de onde seria tirado um percentual; QUE em conversa com o empresário seria passado 25% para ARTHUZINHO e o restante dos R$8.000.000,00 (oito milhões de reais), se passaria R$1.600.000,000 (um milhão e seiscentos mil reais) para EDMILSON SOARES para que fosse dividido com os deputados que estavam com ele; QUE Governador autorizou e determinou que o valor fosse dividido entre os deputados e não ficasse apenas com EDMILSON; QUE os deputados são LINDOLFO PIRES, TIÃO GOMES, GENIVAL e BRANCO MENDES; QUE na hora de passar o dinheiro o rapaz já tinha feito o levantamento do dinheiro e aguardando o pagamento; QUE foi pago uma parte a EDMILSON e uma pequena parte a ARTHURZINHO; QUE quando ARTHUZINHO soube que foi pago uma parte maior a EDMILSON, chegou uma liminar na Secretaria de Educação proibindo o pagamento a empresa; QUE a liminar era de ARTHUR CUNHA LIMA; QUE ARTHUZINHO em conversa teria dito ter feito isso; QUE disse a ARTHURZINHO que agora ficaria mais difícil, pois não vai receber o restante; QUE ARTYHUZINHO disse que tinha dívida e estava na véspera da eleição, não vai receber porque daqui que resolva isso, vai entrar para a Câmara, plenária…; QUE ARTHUR CUNHA LIMA confessou que essa liminar saiu por causa disso; QUE tem umas histórias que os deputados contaram que ARTHUR CUNHA LIMA tinha um vídeo e iria no Ministério Público denunciar e tudo mais;

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11.Situação de ZENNEDY em 2014

Em seu depoimento disse: “QUE teve uma reunião com ZENNEDY, juntamente com WALDSON no Hotel Nord, Cabo Branco; QUE a reunião foi para tratar de como seria dividido as despesas já que LUCÉLIO iria andar no avião, usar os palanques…; QUE no sábado antes das eleições do primeiro turno de 2014, ZENNEDY tinha pedido R$1.000.000,00 (um milhão de reais); QUE ZENNEDY pediu pelo menos R$600.000,00 (seiscentos mil reais); QUE entregou R$300.000,00 (trezentos mil reais) nas mãos de ZENNEDY no canal 40.

12.Sobre indicações de políticos para empregos em hospitais.

Em seu depoimento disse: “QUE era corriqueiro a solicitação de empregos por políticos; QUE chegava no e-mail vários nomes e currículos que as pessoas encaminhavam; QUE o governador encaminhava; QUE encaminhava a Secretaria de governo a época, IRIS e quando ela também ainda era assessora; QUE no metropolitano o que aconteceu é que ligaram para vários deputados para eles indicarem vários nomes para os cargos para o processo seletivo; QUE deu errado pois os nomes indicados não atingiram a nota; QUE com relação ao TRAUMA todo dia eram encaminhado nome do gabinete do Governador para colocar; QUE na educação foi encaminhado o nome da cunhada do Governador, de nome SHIRLEI para ser uma supervisora pedagógica de lá e outros nomes que chegavam; QUE IRIS encaminhava vários nomes; QUE os nomes eram sugeridos inclusive muitos das pessoas que eram mandadas não eram contratadas pois não atendiam ao serviço principalmente porque era em hospital; QUE não tinha briga para manter determinados nomes; QUE tinham substituições, quando uma pessoa não era qualificada para o serviço ela era substituída por outra da mesma pessoa que indicou; QUE existia um loteamento de cargos; QUE na secretaria de educação também existia a divisão de cargos dos prestadores

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de serviços antes das OS; QUE os codificados eram na Secretaria de Saúde; QUE como eram enfermeiros é o que já tinha de muito tempo atrás;

13.Sobre BILHETE e BILHETINHO da LOTEP

Em seu depoimento disse: “QUE BILHETE BILHETINHO da LOTEP; QUE não sabe se é da LOTEP; QUE conversou com DANIEL e o mesmo disse que esteve com CORIOLANDO COUTINHO e já havia resolvido a situação; QUE indagou DANIEL sobre que situação, perguntando-lhe se teve algum problema do mesmo com CORIOLANDO COUTINHO; QUE DANIEL disse que quando a CRUZ VERMELHA quando chega ela presta um serviço de utilidade pública, cestas básicas, essas coisas; QUE tem um negócio chamado “BILHETÃO” que um percentual é obrigatório encaminhar para uma instituição; QUE essa empresa estava mandando para a CV paraibana; QUE estava mandando dinheiro, pois manda um percentual do que vende para uma instituição de caridade; QUE DANIEL recebeu um telefonema de CORIOLANDO COUTINHO dizendo que queria conversar; QUE CORIOLANDO COUTINHO não queria que essa pessoa que estava lá ficasse e sim a que ele indicou; QUE DANIEL para não tirar a pessoa de uma vez deixou a pessoa ainda um mês ou dois e ficou fazendo com a pessoa que CORIOLANDO COUTINHO indicou; QUE não sabe qual o interesse de CORIOLANDO COUTINHO; QUE o dinheiro entrava na CV e comprava cesta básica, fazia feijoada, sendo gasto lá mesmo QUE é um percentual que pela lei tem que ser dado; QUE dá para APAE; QUE não sabe o valor recebido pela CV.

14. Relacionamento de EDVAN BENEVIDES e DANIEL.

Em seu depoimento disse: “QUE sabe que EDVAN BENEVIDES e DANIEL tinham um relacionamento, conversavam muito, inclusive EDVAN foi diretor do Hospital durante muito tempo; QUE soube que EDVAN estava dando muito problema; QUE DANIEL disse que ele

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cortava de um lado e do outro, porque mandava informações para o governador RICARDO COUTINHO; QUE EDVAN estava no Hospital daqui, estava em Cabedelo e estava em outro município; QUE de fato EDVAN não trabalhava e tinha um salário alto, mais de R$20.000,00 (vinte mil reais) no Hospital; QUE DANIEL disse ter tido uma discussão com EDVAN e para que EDVAN saísse do cargo de diretor técnico e não ficasse feio arranjaram uma especialização no Rio de Janeiro; QUE DANIEL não entrou em detalhe quem pagou a especialização de EDVAN; QUE RICARDO COUTINHO indicou o nome de EDVAN para ser diretor no Hospital Metropolitano; QUE DANIEL conversou com RICARDO COUTINHO dizendo que não aceitava EDVAN e que tinha algumas coisas do mesmo, e sendo da vontade de RICARDO COUTINHO apresentava; QUE DANIEL disse que tinha coisas de EDVAN gravadas não mencionando do que se tratava; QUE EDVAN um dia era a favor e outro contra as OS.

É o que declara.

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