Análise: depois de “brigar” com quase todo mundo, Ricardo perde governador do próprio partido

É difícil lembrar de alguém que já foi aliado do ex-governador e presidente da Fundação João Mangabeira, Ricardo Coutinho (PSB), e continua a seu lado. O falecido ex-prefeito, Luciano Agra, indicado pelo próprio PSB para disputar a prefeitura de João Pessoa, o ex-governador e senador, José Maranhão (MDB), o ex-governador e ex-senador, Cássio Cunha Lima (PSDB), que foi eleito na mesma chapa que Ricardo e o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), cujo irmão, Lucélio Cartaxo, foi candidato a senador na majoritária do “mago”. Agora chegou a vez do governador, João Azevedo…

Os nomes acima são apenas alguns dos que se destacam na biografia de “crises e rompimentos” do ex-governador, mas os ex-secretários, deputados federais, estaduais e vereadores que deixaram a base de Ricardo Coutinho, por desentendimentos inexplicáveis, seja como prefeito, governador ou ex-governador, é incalculável. Tendo isso por base, de quem será o problema? Do mundo ou do próprio ex-governador? A pergunta não é tão difícil! Se esforce…

Ontem (02) na porta de uma emissora em que deu uma entrevista, Ricardo acabou se envolvendo em uma confusão com um casal de jovens que tentava entrevista-lo. Mais uma vez foi citado em matérias que traçam um perfil no mínimo ríspido e desagregador. Se isso é justo? Acho que o histórico do ex-governador fala por si. Não tirarei conclusões precipitadas.

O que impressiona de fato é o prestígio que o presidente da Fundação João Mangabeira ainda tem da Executiva Nacional do PSB. O PSB parece estranhamente ter preferido seguir com Ricardo em seus quadros que com o atual governador da Paraíba. Não se surpreenda em breve o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, estiver na lista de “desafetos”. Vai saber… É tanta confusão com os mais próximos que fica difícil prever.

Mesmo apontado em pesquisas como favorito em uma eventual disputa para prefeito de João Pessoa, Ricardo sabe melhor que ninguém suas fragilidades. Hoje é muito menor politicamente que era há dois anos. Seu partido encolheu muito com a saída de Azevedo e se resta um “prêmio de consolação” é o tão desejado Fundo Partidário.  Por outro lado, não dá pra esquecer que um partido pequeno com um fundo partidário gigante como é o do PSB é um achado!

Os próximos passos do “mago” são imprevisíveis. Afinal, alguns movimentos dependem diretamente do avançar ou não da Operação Calvário, em que auxiliares do ex-governador assinaram acordos de colaboração premiada e ninguém sabe exatamente o que foi dito por cada um.

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