PGJ: o significado da recondução de Francisco Seráphico

O governador João Azevedo não tinha saída. O Ministério Público de Estado impôs, através do voto, uma escolha entre o atual Procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico, ou seus colegas de MPPB mais próximos, os promotores: Antônio Hortêncio Rocha Neto e Francisco Bergson Formiga.

Na prática, o MP se reafirmou como instituição, distante das disputas e, em tese, até das pressões políticas. Todos temiam que o fato da Operação Calvário estar em curso, com várias autoridades do governo entre os investigados, estando dois ex-secretários denunciados, pudesse interferir na escolha do nome para PGJ, mas felizmente o bom senso aparentemente saiu vencedor.

Quanto ao governo, parece ter dado um passo importante para pelo menos parecer independente. Seráphico era o nome mais rejeitado entre os aliados do ex-governador, Ricardo Coutinho (PSB), e neste sentido João mostra mais um gesto que configura publicamente seu afastamento gradual do ex-chefe do Executivo.

Apesar de todos estes pontos positivos, o momento exige muita calma e observação cuidadosa dos atores envolvidos. Uma nova fase da Operação Calvário é aguardada com euforia pela oposição e boa parte da população, mas qualquer movimento brusco poderia confirmar que as eleições do MP foram responsáveis por frear o avanço do trabalho da Força Tarefa, já uma demora excessiva pode parecer um “acórdão”. Ou seja, cabe MPPB agir com frieza e precisão. 

RECOMENDADO PELO GOOGLE:

Deixe uma resposta