Pesquisa inédita desenvolvida por paraibanos pode “acabar” com mosquito transmissor da Dengue

A imprensa nacional trouxe a surpreendente informação de que nos laboratórios do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, a veterinária Fabíola da Cruz Nunes mais seis pesquisadores estão transformando uma receita caseira, popular no sertão nordestino, em ciência de ponta. Tudo começou em 2012 quando a cientista estudava o suco de folhas de sisal, planta do semiárido cujas fibras são usadas em cordas e tecidos. O suco, quando aplicado na pele do gado, matava os carrapatos.

A ideia era entender a ação do inseticida natural e testá-lo no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya — só no primeiro semestre deste ano foram registrados 414 mortes e mais de 1 milhão de casos de dengue no país. Ao longo dos últimos sete anos, Fabíola descobriu que o suco de sisal é capaz de aniquilar o mosquito Aedes desde o ovo até a fase adulta.

A pesquisa, que recebeu apenas 30.000 reais de um programa de financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, gerou dois pedidos de patente depositados no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). “Foi um tiro no escuro que deu certo. Estamos tentando agora usar o suco de sisal em forma de pó para aplicá-lo em caixas d’água, pneus e vasos, lugares onde o mosquito se multiplica”, diz Fabíola. Ela estima que o produto esteja pronto em um ano — atualmente, passa por testes toxicológicos. Falta uma empresa interessada em fabricar o inseticida de sisal.

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