Empreender nas eleições: Testemunhas afirmam que eram orientadas “a mentir”, dizendo que eram sacoleiras

O Ministério Público Eleitoral dispõe de vasto conjunto probatório que atesta os supostos crimes eleitorais praticados nas eleições de 2014, através do programa de microcrédito-social do governo da Paraíba, o Empreender.

Consta que o MPF ouviu dezenas de beneficiários do Programa que “eram orientadas a falar que eram vendedoras de roupas (sacoleiras), mas que nunca aplicavam o dinheiro que recebiam em empreendimentos, mas sim em reforma de casa, pagamento de contas e até compra de móveis novos para o lar”, a notícia foi publicada na tarde de hoje pelo jornalista Marcelo José.

“Foi lhe orientado dizer que queria vender roupas como “sacoleira”, nunca utilizou o dinheiro para empreender, e sim para ajeitar a casa do irmão e do pai”, disse uma das beneficiárias.

“Que nunca pagou prestação, que não pagou porque já tinha gastado o dinheiro e porque não telefonaram cobrando o pagamento, e não sabe onde está o carnê”, disse outra beneficiada com dinheiro do Empreender.

“Que nunca pagou prestação do tal empréstimo…e que utilizou todo o dinheiro do empréstimo para comprar guarda-roupa e gêneros alimentícios”.

A Aije do Empreender terá seu julgamento amanhã (11) no Tribunal Regional Eleitoral efoi ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral, acusando o ex-governador Ricardo Coutinho de abuso de poder político e econômico em sua reeleição no pleito de 2014.

Na ação o Ministério Público pede a inelegibilidade do ex-governador Ricardo Coutinho, da vice-governadora Lígia Feliciano, e do filho dela, Renato Feliciano, então secretário de Desenvolvimento e Turismo, da então secretária de Educação, Márcia Lucena, hoje prefeita da cidade de Conde, do ex-secretário de Saúde, Waldson de Souza, do ex-secretário de Cultura , Chico César, entre outros agentes públicos.

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