Direito não é ciência exata, mas R$ 31 milhões em uma eleição apertada resolvem qualquer parada

Não se trata de um exercício de rima. Afinal, poesia jamais será meu forte, mas mesmo diante do placar elástico obtido em favor da elegibilidade do ex-governador, Ricardo Coutinho, no TRE/PB, gostaria de compreender o que faz um juiz eleitoral enxergar com tanta clareza o abuso de Poder políticos e econômico de um candidato e outros simplesmente ignorarem qualquer irregularidade. Não há resposta, amigos!

Desde o início do julgamento da AIJE do Empreender Paraíba, já deixei muito claro o que acho. Ao não julgar o processo nos quatro anos do mandato do ex-governador, o TRE assumiu a postura de cúmplice na hipótese de ter existido um crime. Passados cinco anos, é claro que esta mesma corte não iria condenar seus próprios atos.

Vergonha? Não acredito que nenhum magistrado sinta vergonha. Afinal, decidem com base na Lei, o problema é que existem Leis que se aplicam aos prefeitinhos e Leis para os poderosos.

Sei que essa coluna dificilmente chegará a algum juiz ou Desembargador, mas se chegar é bom que eles saibam que o tempo está passando e cedo ou tarde a verdade vai aparecer.

Existe tempo para tudo debaixo do céu.

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