Governo do Estado X Prefeitura: a maturidade diante de uma briga que a PB não precisava

A manhã desta segunda-feira (03) trouxe os ares da mudança em meio a um conflito que em outros tempos faria uma importante obra se arrastar por meses ou até anos. O governador, João Azevedo (PSB), agiu rápido e retirou o embargo do Parque Sanhauá antes mesmo da entrevista coletiva em que o prefeito, Luciano Cartaxo (PV), apontaria que a medida do Palácio da Redenção era supostamente “arbitrária”.


Alguns pontos devem ser destacados neste quase conflito que terminou em pacificação. O primeiro deles é que Cartaxo não falou no calor da emoção. Esperou o tempo adequado para que tanto a prefeitura quanto o governo pudessem avaliar os danos que poderiam ser causados por uma briga envolvendo um Parque ecológico. Afinal, quem em sã consciência teria coragem de ficar contra um parque?

Outro ponto a se destacar foi a decisão de Luciano manter a coletiva. Foi importante que o prefeito falasse para esclarecer que a obra não tem relação com o Porto do Capim, cujas famílias estão sendo usadas politicamente para atacar a gestão, mas apenas com a Vila Nassau, a qual os moradores estão sendo realocados para novos imóveis na Saturnino de Brito.

João Azevedo também obteve ganhos com sua decisão e mostrou que não possui semelhança no agir com seu antecessor, Ricardo Coutinho (PSB), que certamente em um momento como este criaria uma guerra entre instituições.

Quem ganha com esta mudança de postura é João Pessoa, que não terá a política pautando questões técnicas.

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