Divisão do PSB é estratégia para confundir oposição


O leitor ávido por notícias relacionadas a Operação Calvário deve ter lido recentemente notas dando conta de uma crise interna no PSB, em que o núcleo duro do ex-governador, Ricardo Coutinho, estaria insatisfeito com o atual governador, João Azevedo (mesmo partido).

A narrativa é apaixonante e digna de um romance, mas deixa de ser convincente quando olhamos atentamente para os detalhes. Não existe nada mais confortável para Azevedo que “vender” a história de que teria rompido com seu antecessor. A retórica é útil a João que teria nesse discurso a chance de botar a culpa em terceiros por contratos que conhece muito bem, desde que no governo anterior se tornou “o favorito de RC”.

A aposta do blog é que tudo não passa de uma simulação friamente calculada nos porões do PSB, para ser mais exato nos porões do Palácio da Redenção, onde lideranças do governo anterior e do atual mantém a mesma liga que os trouxe a 2019, rigorosamente juntos, sob a sombra da Cruz Vermelha que financiou estrupulias narradas em depoimentos coletados durante a Operação Calvário.

O próximo passo será propor uma trégua a oposição, algo que segundo o livro “A Arte da Guerra” (Sun Tzu), demonstra a fragilidade do adversário que busca ganhar tempo para contra-atacar..

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