Distanciamento social, pré-candidatos e a impossível arte de seguir as regras da OMS nas Eleições

Distância recomendada é de 1,5 m

Não há como negar o fato de que todos os pré-candidatos nas Eleições 2020 estão infringindo em algum grau as regras de distanciamento social propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Culpa dos pré-candidatos? Não creio…

Na verdade, desde o início da pandemia da Covid-19 o blog alerta que não podemos tratar as Eleições apenas como o dia do voto, mas como um processo de calendário extenso, onde os agentes políticos e a população acabam se expondo em vários momentos a diversos riscos de contágio pelo novo coronavírus.

Coube ao Congresso Nacional, em comum acordo com a Justiça Eleitoral, manter as Eleições neste ano. Sendo assim, os dois grupos sociais que mais entendem do assunto (juristas e parlamentares) não viram risco em manter a “festa da democracia” (também detesto este nome) em 2020. Daí quando os pré-candidatos aparecem abraçados aos militantes ou em meio a aglomerações, as autoridades fingem que não sabiam que isto ia acontecer e pior, parte da imprensa ainda faz “beicinho” como se tivesse sido surpreendida com as imagens. Pura hipocrisia!

Todos sabíamos que manter as Eleições neste ano acarretaria em risco para a população (sejam políticos ou não). Afinal, o voto é obrigatório e mesmo que eu optasse por me isolar desde a chegada do vírus ao Brasil (sobrevivendo sabe-se lá como), teria o dever legal de ir para uma fila no dia das Eleições (já estou imaginando o tamanho destas filas).

Ou seja, ninguém vai conseguir manter distanciamento social nos próximos meses. Não finjam que vão conseguir, ok? Isso pode, por motivos óbvios, levar a problemas de saúde tanto dos políticos quanto do resto da população.

O único pré-candidato que vai conseguir praticar distanciamento é aquele que ficar em casa e este dificilmente terá o voto de alguém.

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