Sobre perguntas indigestas, amigos e jornalismo


Desde a última quinta-feira venho ouvindo comentários sobre a entrevista do pré-candidato a Prefeitura de João Pessoa, Nilvan Ferreira (MDB), no programa Intrometido, onde o radialista Maurílio Batista o “acusou” de já ter feito a defesa da gestão Ricardo Coutinho.

Alguns ficaram atônitos com a “provocação” de Maurílio, outros comemoraram como um gol. Houve casos de pessoas que chegaram a tratar a “pergunta” como uma grosseria. Não! Não foi grosseria e nem desrespeito!

Fico muito à vontade para falar do assunto por nutrir quase 20 anos de amizade com Maurílio e por ser um dos primeiros jornalistas da capital a criar laços de afeição e respeito por Nilvan Ferreira. São dois amigos queridos. 

Ao perguntar (quase afirmando) se Nilvan tinha feito a defesa de Ricardo, Maurílio o fez com base em certezas e convicções pessoais, as quais podemos até discordar, mas jamais chamar de grosserias. Na pior das hipóteses Maurílio poderia ter se enganado, mas ainda assim jamais teria faltado com o respeito com o convidado que inclusive o acusou de estar mentindo, sendo prontamente chamado de mentiroso.

Se é verdade ou não, o que de fato me preocupa é que parte dos colegas de imprensa defendam o cerceamento da livre expressão para defender o candidato A ou B. 

Um dia após o programa tratei de procurar Nilvan que também é meu amigo, para garantir que não tinha ficado chateado com o “clima quente” no programa. O que ouvi foi um “muito obrigado” do pré-candidato.

Teremos outras entrevistas, outras provocações, Maurílio continuará polêmico e seguirei sendo amigo de ambos por saber que no fim das contas toda pergunta, por mais indigesta que possa parecer, busca apenas uma resposta – a verdade.

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