Estranha engenharia dos advogados de Coutinho leva Habeas Corpus para as mãos da ministra Maria Thereza

Não existe amadorismo e nem coincidência no STJ. A frase frequentemente é citada para justificar “coincidências” que costumam deixar a opinião pública de “cabelo em pé” na alta corte. E também se aplicaria para uma cuidadosa engenharia que estaria em curso para livrar um dos “bons amigos” de Lula, o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), preso na VII Fase da Operação Calvário.

Nas últimas horas chamou a atenção o fato de os advogados do ex-governador ingressarem com um Habeas Corpus junto ao STJ, apenas após o início do recesso forense, quando estes na verdade tiveram dois dias para fazê-lo, mas estranhamente optaram por esperar. Inicialmente chegou a se especular que a ideia era livrar Coutinho das “mãos” da ministra Laurita Vaz (que já rejeitou 3 HCs de pessoas ligadas a Ricardo, inclusive seu irmão) e deixa-lo sob a responsabilidade do presidente do STJ, ministro João Octávio Noronha, mas os filhos do ministro advogam para Coriolando Coutinho (irmão de Ricardo), ou seja, o presidente teria que se averbar suspeito, dando ar de credibilidade para a operação.

Com o impedimento já concretizado de Noronha, o processo cairia “de paraquedas” nas suaves mãos da ministra, Maria Thereza (vice-presidente do STJ) e fica a pergunta, qual o interesse dos advogados de construírem uma engenharia tão complexa para levar uma ação para uma certa ministra especificamente?

Enquanto a decisão não sai fica o mistério, mas que está estranho. Ah, isso está!

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