MPPB e a imprevisibilidade das forças da natureza

Nos últimos meses muito vem se falando sobre sobre a atuação do Ministério Público da Paraíba, mais especificamente do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o GAECO. Existe por parte dos analistas o desejo secreto de prever quando e onde será a próxima operação, geralmente tudo não passa de especulação ou “charlatanismo mediúnico”.

Até o momento, diferente da Força Tarefa da Lava Jato, a Operação Calvário não usa o expediente do vazamento de informações para produzir resultados psicológicos nos investigados ou na mídia. Tudo que é tornado público, ocorre através de fontes oficiais, como: o despacho de desembargadores e notas do próprio MPPB. Ao contrário da Lava Jato, que centralizou as entrevistas em no máximo três procuradores, no MPPB não existe “estrelismo”. Isso garante ao coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto, tranquilidade para seguir seu trabalho sem acusações de direcionamento ideológico.

Tal qual as forças da natureza, que mesmo diante da meteorologia são incontroláveis e por vezes imprevisíveis, o Gaeco vem mudando de direção constantemente e se assemelha aos furacões que vez por outra atingem a América Central e do Norte. Podemos até prever os alvos, mas a extensão, quando e onde é coisa pra paranormal.

A cada trovão a classe política da Paraíba se pergunta se será apenas uma chuva leve, como no caso do DER, ou se é mais uma tempestade como a que resultou nas prisões de Ivan Burity e Livânia Farias. Seja como for, todos sabem que em algum momento acordaremos com um furacão e o resultado disso pode ser a completa destruição de seres que por muito tempo se consideraram intocáveis.

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