João Azevedo e a improvável arte de se equilibrar sobre a navalha

O governador da Paraíba, João Azevedo, iniciou seu mandato com um desafio pra lá de complicado: se equilibrar sobre uma navalha chamada “Operação Calvário” . Digo isto diante da inevitável sentença de que por mais ágil que seja sairá ferido, ainda que busque se distanciar dos malfeitos do governo anterior.


Ao se negar a fazer uma reforma administrativa profunda em sua gestão, Azevedo assume o risco e ser um mero coadjuvante, sendo surpreendido por auxiliares presos a cada nova fase da operação Calvário. Por outro lado, ainda que se antecipe e resolva fazer uma “limpeza” nos seus quadros, corre o risco de agravar ainda mais suas relações políticas, podendo jogar a governabilidade pela janela.

Com o período de silêncio do GAECO entre a quarta e a quinta fase da operação Calvário, João Azevedo chegou a viver um período de aparente calmaria em que sequer enfrentava oposição na Assembleia Legislativa, visto que o próprio líder da oposição, Raniery Paulino, chegou a convidá-lo para ingressar no PMDB, mas por motivos óbvios a “carruagem parece estar virando abóbora”.

O problema de caminhar sobre a navalha é a dificuldade de se escolher um ritmo. Afinal, se correr pode até reduzir os cortes, mas corre o risco de no primeiro tropeço cair e não se levantar mais. Por outro lado se for muito lento pode sangrar até a morte. Como sobreviver? Boa pergunta…

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