Soltura de ex-governadores do RJ mostra que Gaeco age certo ao não ceder à tentação da pressa nas investigações


Muitas queixas vêm sendo feitas nos últimos dias quanto a suposta demora em investigações do Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), inclusive o próprio colunista está incluído entre um dos que cobram um ritmo mais acelerado do Gaeco, por exemplo na Operação Calvário, mas é importante lembrar sempre que o compromisso dessas autoridades é com a Justiça e não com os meios de comunicação.

Ao tratar as investigações com o cuidado redobrado, o MPPB evita casos como o dos ex-governadores do Rio de Janeiro: Rosinha e Anthony Garotinho.

Na manhã de hoje (04) a Justiça do Rio de Janeiro revogou as prisões preventivas do casal de ex-governadores do Rio de Janeiro Rosinha Matheus e Anthony Garotinho. A decisão foi do desembargador Siro Darlan, do Plantão Judiciário.

Segundo o advogado, o decreto de prisão, da 2ª Vara de Campos, apresentou fundamentação frágil e foi ilegal e desprovido de contemporaneidade. Para ele, a denúncia do MP narra fatos que teriam ocorrido há 11 anos e, portanto, não há fundamentação para a prisão. Ainda de acordo com o advogado, a prefeitura de Campos pagou apenas pelas casas que já estavam prontas e não houve superfaturamento. Ele afirma que a empreiteira Odebrecht, que fez as obras, ingressou com uma ação judicial em que alega ter sofrido prejuízo de R$ 33 milhões.

Resumindo tudo leva a crer que se a fundamentação do MP que embasou as prisões não foi convincente o suficiente para a Justiça, o que acabou resultando na soltura dos acusados. Claro que sempre alguém vai insinuar outros motivos para a soltura do casal, mas independente da decisão do desembargador, cabe ao MP fazer sempre o melhor trabalho possível para que a Justiça seja feita.

Dito isto lembro que o objetivo do MPPB é fazer Justiça e não justiçamento.

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