Operação Calvário já trata de pagamentos de propina em contratos da Educação


Conforme se observa no despacho do juiz, Adilson Fabrício Gomes: “Passando ela (Maria Laura) a trabalhar exclusivamente para a ORCRIM no recebimento de propinas, não só da Cruz Vermelha Brasileira…..era a executora financeira de propina de outros contratos de serviços de terceiros celebrados com o Estado, além de dinheiro utilizado para fins ilícitos da pasta de Educação”.

A expectativa é de que as próximas fases da operação foquem nas revelações da ex-secretária de Gilberto Carneiro, com possíveis buscas e prisões ligadas a contratos da Educação.

Outro setor que estaria no foco do Gaeco é a Comunicação, mas isso é outra história…

Entenda o caso

O juiz da 5ª Vara Criminal da capital, Adilson Fabrício Gomes Filho, recebeu e tornou público ontem (30), denúncia formulada pelo Ministério Público da Paraíba contra o ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro e a assessora dele Maria Laura. Na decisão, o juiz mandou soltar Maria Laura, presa na Operação Calvário desde 30 de abril. O magistrado justifica a decisão alegando que Laura firmou acordo de delação premiada, não existindo risco de ocultação de provas. Ele substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares.

Na sentença, o magistrado decidiu, também, a gastar o sigilo das informações sobre a operação. Como o processo está em fase de de formulação de acusação pública e diz respeito a crimes relacionados a desvios de recursos públicos, há a necessidade de dá conhecimento público sobre a gestão da coisa pública, justificou o juiz.

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