Combate à corrupção: o preço que se paga todos os dias

Jornalistas processados, servidores públicos perseguidos, autoridades fiscalizadoras caluniadas e com autonomia ameaçada. As armas dos corruptos nunca mudam. Vide Operação Lava Jato. A pressão exercida sobre os membros do Ministério Público e Polícia Federal é flagrante nos últimos anos.

A grande imprensa, muitas vezes usada pornograficamente por partidos políticos e poderosos grupos econômicos, dança ao som das revelações de testemunhas que delatam ambos os lados. Enquanto isso, alguns pequenos jornalistas tentam sobreviver decentemente em um mercado prostituído, cercados por boa parte que já se vendeu ou quer se vender.

Pois é, meu chapa! Combater corrupção no Brasil, parafraseando Galvão Bueno, “é teste pra cardíaco”.

Na Paraíba, a indústria dos processos de calúnia e difamação é cruel e covarde. Juízes já dispõem de elementos suficientes para “anular” ações, movidas apenas pelo desejo de silenciar ou assustar profissionais de imprensa (o mesmo com influenciadores digitais), cuja a ausência constante da parte acusadora nas audiências deixa exposto o caráter intimidatório. O desperdício de recursos com estas provocações jurídicas poderia ser cômico, não fosse trágico. Nada fazem os magistrados…

Agora usam grandes veículos e blogueiros desinformados para criar uma onda cujo único objetivo é desacreditar o Ministério Público. Na guerra da informação usam nomes de diversas correntes para atacar o Gaeco, por exemplo, insinuando todo tipo de absurdos. Falam em acordos, recuos, insinuam interesses, mas não apresentam um fato concreto. Assim fica fácil identificar o caráter político das matérias…

Combater a corrupção não é como jogar “War”, “conquistar a Oceania ou 24 territórios a sua escolha”. É um jogo de xadrez. É muitas vezes desigual, onde um lado compra apoio político, paga mídia e o outro tem que lutar como se fosse Dom Quixote.

Reitero minha confiança irrestrita no MPPB, Polícia Federal, CGU e demais órgãos de fiscalização, mas acima de tudo confio nos homens e mulheres que são movidos pelo desejo de Justiça, não importando se são policiais, promotores, fiscais, jornalistas, advogados, profissionais liberais, donas de casa ou estudantes.

Ninguém disse que seria fácil. Outros países demoraram séculos para reduzir significativamente a corrupção, mas alguém precisa pagar esse preço.

A luta não pode parar!

1 comentário em “Combate à corrupção: o preço que se paga todos os dias

  1. Hoje pago um preço alto por combater os desmandos administrativos no porto de cabedelo desde o sr. Wilbur até esta atual gestora indicação do mesmo.
    Há época joão azevedo era nosso presidente do conselho de administração não tinha poder de nada e ainda recebia jetons sem participar das reuniões. Como eu era representante dos trabalhadores e achavam que estavam incomodando me tiraram sem nenhuma chance de defesa.

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