Bolsonaro poderia rebater presidente da OAB, mas jamais usando um pai morto

Sei que bom senso anda fora de moda, mas insisto em buscar algum equilíbrio, apesar de ver o mundo cada vez mais dividido nessa “Era dos Extremos”.  Deixando de lado minhas convicções, é fato que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, já distribuiu declarações absurdas sobre o Governo Federal, chagando a dizer que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, agia como “chefe de quadrilha”, entre outros despautérios envolvendo o presidente da República e demais autoridades, mas jamais tais críticas dariam a Bolsonaro o direito de usar o desaparecimento do pai do advogado, Fernando Santa Cruz, para rebater tais ataques.  

Já passou da hoje de Jair Messias Bolsonaro entender que ele foi eleito para ocupar o cargo de chefe do Executivo, mas que toda vez que ele fala uma besteira como esta as relações institucionais da República descem pelo ralo. Todo esforço feito pelos poucos articuladores hábeis de seu governo, muitas vezes fracassa por uma entrevista desastrada ou por publicações nas redes sociais dele e dos filhos. E o país? E a economia? E se o congresso virar? Bolsonaro pode ter toda popularidade do mundo, mas se não conseguir gerar empregos seu exército pode encolher e muito.

O pior é que nem adianta cogitar um pedido de desculpas. Bolsonaro jamais vai pedir desculpas por nada! Ainda que o pai de Felipe tenha sido um “terrorista perigoso” o que Felipe tem com isso? Que diabos as declarações de Felipe tem com o assassinato de Fernando? É essa mistura esquizofrênica de questões pessoais com políticas que mais danos vem causando ao País desde a eleição de Bolsonaro, mesmo tendo ele implantado uma agenda positiva com a tão esperada reforma da previdência, o enxugamento da máquina e importantes acordos comerciais.

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