Brasil não atinge meta de analfabetismo, Paraíba amarga 4ª pior taxa do País


O Brasil não conseguiu atingir a meta referente a taxa de analfabetismo, estabelecida no Plano Nacional de Educação, e permanece com 11 milhões de brasileiros sem conseguir ler ou escrever um bilhete simples. A triste constatação foi feita a partir dos números divulgados ontem, pela pesquisa anual do IBGE em domicílios, a Pnad Contínua 2018, que revelou ainda que a Paraíba apresenta a quarta pior taxa do País, com 16,1% das pessoas com 15 anos ou mais analfabetas.

O deputado federal e presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Pedro Cunha Lima (PSDB), lamentou o resultado da pesquisa e cobrou mudanças urgentes nas políticas públicas e nos investimentos na área para que cenário seja modificado. Para ele, esses dados reforçam a necessidade de acabar com a ‘disputa ideológica’ e centrar esforços conjuntos para instituir ações que fortaleçam o ensino, a valorização dos professores, a melhoria no acesso às escolas e as estratégias de combate a evasão escolar.

“Essa é a realidade de um País que não tem como prioridade a educação. Não podemos mais esperar que as coisas melhorem para passarmos a investir no que é básico, essencial para uma nação. É preciso investir no que realmente vai fazer o Brasil crescer, mas isso precisa ser feito agora. Os números do Pnad mostram que quatro anos depois não conseguimos reduzir o suficiente o número de analfabetos e se continuar assim, também não conseguiremos atingir a meta de 2024 que é de erradicar esse problema”, destacou o deputado.

Paraíba – A taxa de analfabetismo na Paraíba é de 16,1% , bem superior à nacional, que ficou em 6,8%. Isso coloca o Estado em quarto no lugar no ranking das Unidades da Federação com maior nível de analfabetismo. Segundo o IBGE, a Paraíba ficou atrás de Alagoas (17,2%), Piauí (16,6%) e Maranhão (16,3%), todos nordestinos. As regiões Nordeste e Norte, inclusive, apresentaram as taxas de analfabetismo mais elevadas do país, com 8,0% e 13,9%, respectivamente para 2018.

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