Operação Calvário: ricardistas precisam entender que debate não é político, é criminal


É no mínimo desrespeitoso ou pouco inteligente o discurso do suplente de deputado estadual, Anísio Maia (PT), que tenta de toda forma trazer para o debate eleitoral a “Operação Calvário”, que investiga uma quadrilha que desviava dinheiro da saúde, através de contrato da Cruz Vermelha com o Governo da Paraíba, para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas eleitorais. Anísio chega a insinuar que o  Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB) estaria à serviço de grupos que planejam criar um “operação Lava Jato para perseguir seus adversários políticos baseados em um método terrível igual à inquisição que é essa malfazeja delação premiada. Através dela se leva qualquer processo para onde bem entender”. É mole?

Mas não para por aí, o petista, para quem não existiu mensalão, petrolão e provavelmente acha que a caixa de vinho com R$ 900 mil era montagem, diz ainda que vai “vigiar a ação do MP”. “Vamos ver seus desdobramentos, vamos acompanhar. A Justiça, o Gaeco e o Ministério Público não podem trabalhar para um público. Espero que a Justiça paraibana não embarque nesse barco da Lava Jato. É isso que vou apostar. É isso que vou estar vigilante. Não basta pegar uma pessoa à toa e fazer dela o que bem entender. Queremos um julgamento justo. Sem contorno político”.

A retórica é a mesma utilizada por Lula, preso há mais de um ano por CORRUPÇÃO PASSIVA E OCULTAÇÃO DE PATRIMÔNIO, em um processo em que apenas míopes políticos afirmam não enxergar provas. Tanto na Lava Jato quanto na Operação Calvário o debate é criminal, processual e não eleitoral.

Espero honestamente que a Justiça não aceite tentativas toscas de intimidação, venha de onde vier.

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