Ordem de Serviço: um novo nome para um velho hábito


Tomei nesta sexta-feira (26) a decisão de consultar o site do Governo do Estado da Paraíba em busca das ações do governador, João Azevedo (PSB).  Uma “realização” se repetiu dezenas de vezes nos releases estatais, era ela: ordem de serviço.

Nada contra as 27 matérias tratando de ordens de serviço assinadas pelo governador. Afinal, o papel da comunicação institucional é justamente o de  informar o que um gestor faz, mas será que é possível governar só com ordens de serviço? Em tese, sim! Afinal, tais ordens implicariam na decisão pública de executar um ou mais serviços, mas o problema é que na prática existe um hiato entre dizer que vai fazer e concluir o que foi prometido. Em muitos casos este intervalo é de alguns mandatos…

Ao que parece, João usa as ordens de serviço, sempre realizadas em cerimônias públicas com a presença de deputados e lideranças políticas, para “vender” a imagem de um workaholic, mas a dúvida é se todo este aparato vai sustentar uma gestão que até agora sangra com uma investigação (Calvário) que drena credibilidade do governo dia após dia.

Chegou a hora de João mudar as práticas e assinar mais que ordens, mostrar serviço!

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