João Azevedo precisa decidir se é carne ou peixe

A insatisfação na Assembleia Legislativa é clara! Não é apenas o G9 que está insatisfeito, mas toda bancada governista carrega alguma insatisfação com o governador da Paraíba, João Azevedo (PSB). A lentidão nas articulações provoca pequenos incêndios ou faíscas em toda parte e o resultado é que surgem demonstrações de rebeldia onde menos se espera.

Depois de arrastar por dois meses uma operação relativamente simples e surpreendentemente ainda inacabada, para dar posse ao suplente, Lindolfo Pires, João já enfrenta simultaneamente a pressão de Trocolli Júnior e Anísio Maia que esperam tomar posse o mais rápido possível.

Na casa de Epitácio Pessoa o que se comenta é: “Ricardo já teria resolvido tudo”. A comparação é inevitável, mas ou João corta o mal pela raiz e se impõe como novo governador ou será o eterno coadjuvante eleito a uma missão de “manter a cadeira quente para a volta de Ricardo Coutinho” (uma espécie de sebastianismo dos girassóis).

Há que se destacar que paira sobre o PSB da Paraíba a sombra da Calvário que se alimenta de certeza que as campanhas do partido ao governo nos últimos anos foram financiadas com dinheiro sujo (com base em depoimentos colhidos pelo GAECO). A aura de “santidade” que brilhava na cabeça de alguns socialistas não existe mais e com a prisão da ex-super-secretária Livânia Farias, tudo permanece desencaixado.

Passados o fatídicos cem dias de gestão, chegou a hora de João Azevedo provar que não é um “arremedo de Ricardo Coutinho”, mas um gestor com sangue nas veias.

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